quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sobre o fetiche da mudança

por Cláudio Ricardo Silva Lima Júnior

É curiosa a susceptibilidade do homem ao novo.
Há verdadeira necessidade pelo desvio, alteração, modificação.

Os ditames da moda, o sair da rotina, o desgaste no amor: manifestações inefáveis de um querer incessante da mudança. Encanta-se o sujeito com o novo, como se, pelo simples fato da diferença, encerrasse qualidade superior...

Percebe como essa exigência é limitação?
Por que se almeja tanto a transformação, sendo a imutabilidade tida por tediosa e enfadonha?
Se o presente é bom e agrada, por que, a certo ponto, o espírito pede a oscilação?

É da natureza humana.

Construção psicológica reveladora da pequenez do sujeito.

Um limite, uma fraqueza.

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