domingo, 20 de dezembro de 2009

Para alcançar a paz mundial

por Cláudio Ricardo Silva Lima Júnior

Em novembro de 2009, o mundo celebrou vinte anos da queda do muro de Berlim. Símbolo maior da segregação entre os povos, o concreto que dividia a Alemanha induz à reflexão quanto à existência de muros simbólicos, invisíveis, a impedir a integração e paz sociais. Nesse sentido, considere-se a experiência brasileira.

A noção de superioridade étnica que embasou o colonialismo português sobre a terra do Pau-Brasil foi o primeiro “muro” erigido em terras brasileiras. A intolerância quanto a uma forma de organização social e econômica diversa “justificou” terríveis atrocidades. Na sequência, a instauração do regime escravocrata, com a oficialização do comércio negreiro, institucionalizou a idéia de divisão.

Esse ideário de discriminação sobreviveu ao fim formal da escravidão e desdobrou-se em diferentes formas de preconceito: racial, religioso, sócio-econômico ou relativo à opção sexual individual. Sem dúvida, posturas agressivas que fomentam a violência e ameaçam a paz pública.

Enquanto o mundo comemora o fim da divisão geopolítica européia, é preciso atentar para os “muros” ideológicos que persistem no Brasil e no mundo. Mais que derrubar muros de concreto, urge derrocar os muros simbólicos: atitude indispensável à conquista da paz social interna e global.

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